Sobre essa dor no peito que chamo carinhosamente de desânimo

by - quinta-feira, agosto 13, 2015

Quer saber o que penso sobre essa dor no peito que estou sentindo e que chamo carinhosamente de desânimo? Pois bem, nem eu sei descrever. Sei que tem pelo menos três dias que não quero levantar da cama, não quero ir à faculdade e estou escutando músicas que me deixam feliz, mas logo em seguida me entristece.

Hoje tive certeza que preciso ser mais verdadeira comigo mesma e com as coisas que digo. Disseram-me hoje que “as pessoas que demonstram felicidade a todo momento provavelmente são as mais tristes”. Isso refletiu bastante em certas coisas que acredito ou quero acreditar.

Vou dizer a verdade como acabei de dizer a minha amiga “futura psicóloga”, minha desde sempre. Eu sou o contrário. SIM, SOU O CONTRÁRIO. E quer saber por quê? Sou falsa. SIM, FALSA. Mas não com os outros, sim, COMIGO. Eu digo que não quero e QUERO, digo que não me importo, mas IMPORTO. Digo que não amo, mas AMO, digo que não faz diferença, mas FAZ. Não sou essa garota decidida que tento acreditar que sou, sou bipolar, indecisa e insegura. Nunca sei o que quero e para tanto ajo como se soubesse. Digo que não me importo com o que as pessoas pensam, mas me visto como quem importa.

Eu sou falsa em palavras e atitudes, mas não é por querer. Não faço isso por maldade. Acho que menti tanto que já não sei dizer a verdade. Uma verdade pode sim ser uma mentira dita várias vezes. Talvez eu seja essa mentira. Talvez eu devesse me libertar, mas alguém, por favor, me ensine como fazer isso.

Alguém me ensine a me libertar, me ensine a dizer a verdade mesmo achando que não devesse ser assim. A verdade é que não queria ser amorosa, não queria me importar tanto com as pessoas, não queria me afastar sempre que as coisas estão dando certo, não queria ser a garotinha, não queria ser a garota básica com cara de santa, não queria ser a garota que tem medo de ir em frente.

Talvez eu tenha construído um castelo de mentiras que não saiba como destruir. Talvez eu seja tudo aquilo que digo que não sou. Talvez eu tenha um estilo diferente do que mostro, talvez eu seja a garota que sempre anda maquiada e de salto alto. Talvez eu seja a garota mimada, que não esconde ser assim. Talvez eu seja mais divertida do que mostro.
Talvez eu devesse aprender a ser eu mesma, como muitas vezes eu demonstro ser. Talvez eu seja aquela garota que escuta Cool for the Summer e dança no meio da rua. Talvez eu devesse ser mais verdadeira comigo mesma. Talvez eu gostasse tanto da ficção que criei uma para viver.

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