Aquela aurora

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Estava tudo tão calmo, como a aurora que brilha, seus olhos brilhavam e meu coração estava em paz. Essa noite foi a mais longa, melhor foi que a passei ao seu lado, junto a algumas pessoas, estava tudo perfeito, até o amanhecer.

Ao amanhecer os olhos se fecham, o mundo os apagam. Eu sempre tento ser forte e fingir que nada acontece, mas, às vezes paro no momento e começo a chorar. Lembranças que não saem do pensamento, imagens que não mudam, custo a acreditar, mas, foi assim que seus olhos se fecharam.

Só desejava que você apenas respirasse, que você pudesse dar apenas um último suspiro, uma fagulha da sua respiração. Eu poderia ter visto aquele seu último sorriso. Então, comova-me com seu olhar ou com o simples ato de respirar. Só um ato poderia mudar, só um gesto poderia salvar.

Se tivesse como deixar sua respiração voltar ao estágio calmo da vida, o simples ato de respirar e tudo se resolvesse, eu juro, eu faria o necessário. Mas não é assim que acontece, não sou eu quem decide, já faz muito tempo, mas ainda sinto essa dor.

Certas coisas que achamos que são erradas às vezes acontecem com um propósito. Eu não desejaria te ver morrer, então fui poupada disso. Mas você ainda estava lá e aquela ainda era sua cama.

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