Você luta pelo que mesmo?

sábado, setembro 17, 2016

Eu nunca sonhei em ser jornalista, nunca sonhei em trabalhar com política ou até mesmo fazer eventos. Eu sonhava em fazer moda, queria ser bem aceita, frequentar lugares incríveis, assinar coleções, até que comecei um curso de corte e costura e travei na tal da saia lápis. Talvez muitos também travaram na hora de escrever notícias, e devem, assim como eu, não encontrado nestas atividades o luxo e o glamour que procuravam. Estávamos em locais diferentes, eu em moda e você em jornalismo.

Mas, eu fui para o jornalismo. Até hoje me perguntam porque, e eu garanto que não sei responder. Talvez seja para abrir o olhar ou me fazer uma pessoa melhor, mas nunca pensei sobre ser jornalista. Na hora de me inscrever para o vestibular abandonei o sonho do último ano, eu já quis ser psicologa, mas, nem tentei vestibular pra isso. Nayara diz que levo jeito. Em muitas das minhas crises pensei em largar tudo e fazer a bendita psicologia, mas não era meu sonho. Me candidatei para jornalismo, mas meu sonho estava na UFMG com Moda. Não fui escolhida. Deus sabe o que faz. Não queria cursar moda. Queria ditar o que você deveria vestir. Obrigada Deus, por não me permitir fazer moda com minha cabeça da época.

Passei em jornalismo, não fiquei feliz. Não sabia nada sobre o curso, só sabia que queria escrever. APENAS. Passei alguns períodos sem me encontrar, até que gostei de algumas coisas, poucas, mas maravilhosas. Jornalismo não me fez apenas jornalista, me fez uma pessoa melhor. Não gosto de escrever notícias, gosto de escrever reportagens, mas não aquelas que estende a notícia, gosto de sentir o cheiro das coisas e contá-las pra você. Gosto de dizer que tinham flores e que meu personagem, leia bem, personagem se sentiu incomodado com tal pergunta. Gosto de escrever perfis, gravar e editar vídeos, diagramar revistas. Gosto da comunicação social, não do jornalismo em si. Não gosto de TV e não nasci para o plim plim, mas quem sabe apareço de vez em quando no youtube.

Gosto de projetos, gosto também do deadline, é o prazo sabe, jornalista trabalha melhor com ele. Mas, nem todos. Eu gosto de estar inspirada, e poucos são os textos que eu realmente gosto. Mas, amo produzir, digo que cada vez que escrevo, já que só escrevo quando estou inspirada, é como um parto, dói para sair, às vezes até choro, não como hoje assistindo ao filme, mas choro. Ultimamente estou escrevendo sobre Jornalismo, talvez seja porque o curso está acabando, talvez seja porque não estou tendo outro assunto na cabeça.

Queria dizer que em nenhum momento do texto eu respondi a pergunta do título, sabe porquê? Ela não é para mim, é pra você. Eu chorei em uma parte do filme em que o jornalista compreendia a importância do seu trabalho, compreendia que ele fazia muito mais do que fornecer informação, ele libertava as pessoas. Libertava da mentira, do medo, dos segredos. O jornalismo pode ser mais, não devemos lutar por desconstruir uma história, nossa luta deve ser para desconstruir um sistema.

UM SISTEMA.

2 comentários:

  1. Sabe quando as palavras se casam do começo ao fim? É assim que vejo esse super texto que tu fez. A forma como tu escreveu, contou de ti e ao mesmo tempo me fez refletir sobre as minhas coisas, minhas tentativas sem sucesso e o processo de desistência que está presente em mim.
    Obrigada por me fazer pensa mais sobre e respondendo a tua pergunta: luto por dias de paz e tranquilidade, sossego financeiro e sucesso com o blog.
    Que tudo dê certo pra nós.
    Beijos
    Mundo de Nati

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    Respostas
    1. Own Nati, muito obrigada! Você está sempre por aqui me fazendo feliz com seus comentários <3 Que bom que meu texto te fez bem, fico enormemente feliz por isso <3

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