sábado, maio 21, 2016

# #Feelings

Onde está o amor?


Não encontrei palavras certas para dizer o que penso a respeito, mas como o Alan encontrou, compartilho as dele com vocês!

Desde a PLC 122 os evangélicos e os homossexuais vivem uma guerra fria – cada vez menos fria. Em meio a tantos conflitos ideológicos, agora, Ana Paula Valadão, pastora e cantora gospel – sempre envolvida em polêmicas – surge como protagonista de mais uma discussão envolvendo os dois grupos.

Em uma foto com semblante fechado postada no Instagram e Facebook, Ana Paula escreveu um texto onde critica a “ousadia” da nova campanha “Misture, Ouse e Divirta-se” da marca C&A e sugere um boicote à empresa, cuja peça publicitária alvo da crítica mostra encontro de casais heterossexuais, mas, na ocasião, quando os casais se beijam, acontece uma troca de roupas onde os homens vestem peças do guarda-roupa feminino e vice-versa. Para a cantora, o comercial é uma “provocação para ver até onde a sociedade aceita passivamente a Ideologia de Gênero”.

Minutos após a publicação, diversos comentários se opuseram à opinião da cantora – e outros poucos a apoiaram – que usou as hashtags “#SantaIndignação, #UnisexNãoExiste, #MonogamiaHeterossexualÉSexoSeguro, #NãoEstouEmBuscaDeFãsSimDeCristo, entre outras. O assunto viralizou tão rapidamente que, além dos comentários duros feitos por usuários –seguidores e não seguidores de Ana Paula – nas mídias sociais, alguns sites, inclusive de grande alcance, como G1, Veja e Exame, divulgaram a polêmica. Até mesmo o site Catraca Livre, conhecido por seus posicionamentos liberais, difundiu o post de Ana Paula e fez severas críticas, denunciando o
preconceito da cantora, chamando-a de “homofóbica e machista”.

O que temos a dizer?

O post de Ana Paula Valadão não muda nada no cenário das discussões debatidas! Não passa de uma opinião. Antes e depois da opinião postada, quase tudo continua igual, exceto os sentimentos. Os sentimentos e os Ânimos dos envolvidos nas discussões se alteraram e/ou se intensificaram. Há ódio dos dois lados. Ódio ofensivo de evangélicos dispensados de grátis aos homossexuais. Ódio defensivo e reativo dos homossexuais direcionado, ácida e  gratuitamente, aos evangélicos. O amor é escasso!

Ana Paula é uma mulher que merece ser respeitada por muito do que já fez. Como pastora, em ministrações, como pessoa, por obras sociais, e muito mais. Entretanto, seus erros, sempre expostos de forma espetaculosa, não podem ser legitimados por sua conduta. Difícil imaginar o que se passa pela cabeça da Ana Paula, e de tantos outros, ao postar um texto que estimula tanto ódio. Se pessoas comuns precisam se atentar ao que publicam, quanto mais uma figura pública, cujas opiniões, mais do que opiniões, podem influenciar tantos seguidores, que dão credibilidade ao que é dito, muitas vezes, sem olhar crítico.

Fato digno de “santa indignação” por Ana Paula e tantos outros cristãos – e pessoas – seria, por exemplo, a notícia de que um pastor teve seu passaporte diplomático cassado por envolvimento com recebimento de propina de Cunha. Uma bancada evangélica com membros envolvidos em corrupção. E não é porque eles defendem “nossos direitos” que merecem nosso apoio. Afinal, se “o mundo jaz no maligno”, por que ainda nos surpreendemos? O que surpreende e choca são os “aperfeiçoados no amor e na justiça” odiando, julgando, condenando e oprimindo.

Não nos cabe o discurso de “somos odiados por causa de Cristo”. Não! Odiados por causa de Cristo são os cristãos perseguidos. Aqueles que são mortos por tão somente confessarem-se cristãos. No Brasil, temos sido odiados por nossa incoerência. Os cristãos aqui são odiados porque odeiam e condenam os erros alheios enquanto escondem os seus.

Dizemos lutar por nossos princípios, quando, na verdade, estamos tentando impor eles. Lutar pelos princípios é olhar para dentro de si, e para dentro da igreja e ajustar a sua essência à forma de Cristo (personificação de Amor, Misericórdia e Graça), a ponto deste ajuste se expandir, contagiar e irradiar.

Afinal, se um homem quiser vestir-se – e até comportar-se – como mulher, e vice-versa, quem será capaz de impedí-lo(a)? O post de uma cantora numa mídia social? A opinião dos evangélicos – ou quem quer que seja – sobre seu modo de levar a vida? Se nem Deus – que é O SANTO – impede que o homem faça as suas escolhas (e essa foi a escolha de Deus), quem é capaz de impedir? Não podemos fazer o que Deus não faz… Ou há livre arbítrio ou não há. O “proibicionismo” e a coerção não nos levam a Deus, mas a dogmas mortos, sem poder. Acredito que nem o próprio Deus deseja uma Teocracia.

Ou amo, ou não amo, não há meio termo. O amor verdadeiro é como o descrito em Coríntios 13, incondicional, e é neste amor que precisamos nos aperfeiçoar (recebendo e dando (e dar é melhor que receber)). Amar como Jesus amou, e Ele nos amou quando ainda éramos (e somos) pecadores. Mas nós queremos transformar o pecador antes de amá-lo. Quem somos nós? Que em meio aos pedidos de que Ana Paula demonstre Graça, a Graça de Deus, sejamos nós a mostra-la mais uma vez a Graça, oferecendo-lhe o amor que cobramos e sendo misericordiosos nos julgamentos. Há aqueles que erram tentando acertar… Se o mundo precisa de amor, vamos amar! Amar é verbo, é ação; não discurso, não discussão!

Por Alan Barbosa – Colunista Cristão+

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